Tratamento da hérnia hiatal

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Tratamento da hérnia hiatal

Mensagem  Lídia de Souza Braz em Seg Maio 14, 2012 1:22 pm

HÉRNIA HIATAL POR DESLIZAMENTO

A junção gastroesofágica e o fundo do estômago deslizam para cima, resultado do enfraquecimento das âncoras que fixam a junção ao diafragma, da contração longitudinal do esôfago, da pressão intra-abdominal aumentada ou do esôfago curto adquirido.
A incidência aumenta com a idade (6ª década de vida) e a prevalência é de aproximadamente 60%. Os sintomas mais comuns são: pirose, regurgitação e disfagia.
Complicações: ulcerações, esôfago de Barret, asma, pneumonia e abscesso pulmonar.
Pelo menos metade dessas hérnias é assintomática e não precisa de tratamento. Entretanto, podem contribuir para a esofagite de refluxo, o qual pode ser controlado de forma conservadora: evitar decúbito após as refeições e refeições copiosas nas duas horas antes dormir; elevar a cabeceira da cama em 10 a 20 cm; preferir decúbito lateral esquerdo; alimentar-se com dietas fracionadas, com menos gorduras e doces; reduzir o consumo de café, pimenta, álcool, condimentos, conservas e cigarros; atentar para medicamentos que aumentam o risco de refluxo, tais como β-bloqueadores, anticolinérgicos, nitratos, bloqueadores do cálcio, AINES entre outros, combater a obesidade. As formas brandas a moderadas de esofagite respondem bem aos medicamentos pró-cinéticos, bloqueadores de receptor H2 e inibidores de bomba de prótons.
A cirurgia, geralmente laparoscópica, está indicada para os pacientes com sintomas persistentes ou recorrentes, apesar da boa terapia clínica, com incompetência mecânica completa do esfíncter (pressão < 6 mm Hg) ou que apresentam/desenvolveram estenoses durante o tratamento.

HÉRNIA HIATAL PARAESOFÁGICA

A totalidade ou parte do estômago faz herniação para dentro do tórax, imediatamente adjacente e à esquerda de uma junção gastroesofágica não deslocada.
Contribui com menos de 10% das hérnias do hiato esofágico.
Como o mecanismo esfinctérico gastroesofágico funciona normalmente, na maioria desses casos, o refluxo do conteúdo gástrico é incomum. Raramente, a hérnia paraesofágica ocorre em associação com o tipo por deslizamento. Os sintomas dessa hérnia não-complicada geralmente se desenvolvem na vida adulta e consistem em: eructações, sensação de pressão na parte inferior do tórax depois da alimentação e, ocasionalmente, palpitações decorrentes de disritmias cardíacas. A pirose é não comum.
Complicações: hemorragia, encarceramento, obstrução e estrangulamento. Os intestinos delgado e grosso e o baço também entrar no tórax.
Uma vez que as complicações são freqüentes, mesmo na ausência de sintomas, a reparação cirúrgica, realizada por meios laparoscópicos (com raras exceções), está indicada na maioria dos casos.

Fonte: WAY, Lawrence W.; DOHERTY, Gerard M. Cirurgia: diagnóstico e tratamento. 11º Edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

Lídia de Souza Braz

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